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Uma crônica sobre o médico e as finanças

Uma crônica sobre o médico e as finanças
Luiz Fernando Schvartzman
mai. 28 - 3 min de leitura
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Pesquisadores do mundo inteiro tentam descobrir a cura de diversas doenças e distúrbios que afetam a nossa sociedade. São remédios para obesidade, para stress e, agora, lançam uma nova receita para curar a vontade compulsiva de comprar. Diariamente nos deparamos com várias oportunidades e desejos de consumo: novas roupas, televisão mais fina e moderna, novo celular, notebook, carro do ano, apartamento, viagem, refeições especiais, etc.

Cada vez mais somos “bombardeados” por propagandas, seja por e-mail, telefone, internet, outdoor, rádio, televisão e qualquer lugar que possamos imaginar. São cores, sons, frases, músicas, formatos, pessoas, luzes e tudo mais para chamar nossa atenção. E resistir a tudo isso é quase impossível.

A “doença” da vontade compulsiva de comprar causa ainda alguns efeitos colaterais. Além da falta de dinheiro, foi encontrada em alguns pacientes, perda da capacidade de realizar sonhos maiores, uma tristeza crônica de não conseguir comprar e usufruir um pouco destas “oportunidades” que lhes são oferecidas e em casos mais graves um profundo grau de depressão, endividamento e perda do emprego.

O estudo identificou diversos casos desde os mais simples até aos mais complexos, sendo que o número de casos desta “doença” está crescendo cada vez mais no Brasil atingindo das classes mais baixas até aos mais abastados.

Alguns pacientes estão tratando da doença com a “hora extra”, criando novas fontes de renda, trabalhando cada vez mais para suprir a necessidade que o vício traz. No entanto este tratamento atua apenas nos sintomas, não resolve o problema e causa maior dependência, podendo causar “aumento ilusório do padrão de vida” e as consequências podem ser ainda maiores.

Os principais sintomas desta “doença” Não saber suas receitas e despesas, não sobrar dinheiro para investimentos, não determinar seus projetos e objetivos pessoais e em alguns casos até dívidas. Não adianta se enganar parcelando as compras, colocar a culpa nos salário e muito menos na inflação.

Mas afinal, qual é o remédio para este problema? Simples: Planejamento financeiro com algumas doses de mudança de hábitos e uma injeção de organização dos gastos.

Quando não temos uma boa organização dos nossos gastos e nem objetivos claros, acabamos gastando com itens desnecessários e perdendo o controle. Portanto, se você souber quais os seus objetivos, seus planos, dificilmente será “convencido” na direção de outros produtos e ofertas. No tratamento podem ocorrer algumas recaídas, mas não tem problema: planeje uma quantia, para os desejos oportunos, mas nunca comprometendo seus reais objetivos e de longo prazo.

Com o tempo você irá perceber que essa receita irá “milagrosamente” diminuir sua necessidade e vício por comprar, entrar em uma loja para dar uma olhadinha e por incrível que pareça, nem vai precisar trabalhar tanto a mais para conquistar alguns dos seus sonhos. Experimente!


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